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Diversão Jurídica para ler...
Que língua você pensa que fala? A língua falada no Brasil ou no Brazil? Já sei, a língua do lustro das casacas! Lustro das casacas? Quis dizer a língua jurídica, senão vejamos esta história ou será estória só para divertir ou entreter...
Retornando de uma ardorosa e eficaz jornada de atividades laborterápicas, numa sexta-feira, resolvi ir até a casa de campo para espairecer e poder desfrutar das maravilhas esplendorosas da natureza.
Ao chegar no campo, meus tímpanos zumbiam para um som diferente, horripilante, que estarrecia, atordoava, vindo do quintal da linha limítrofe que separava minha residência do lado de meu fiel escudeiro e amigo chamado Macarrão.
Já munido e/ou municiado daquele acessório que (sempre segue o principal) e muito capaz de produzir lesões perfuro contusas, por ser um instrumento conhecido no norte como “pica a mula”, vulgarmente lá apelidado de “arevolvio” e modernamente como pistola por ser mais eficiente e com maior capacidade de reunir “massa e velocidade”, constatei que havia um larápio tentando levar os patinhos da prestimosa
criação daquele cidadão, àquilo me chateou, fiquei irritado!
Cheguei bem perto daquele ser terreno de forma inopinada, como ele estava agindo, sorrateiramente, tentando se elevar pela cerca do arame farpado, com os patinhos em mãos, apelidados carinhosamente pelo consangüíneo direto do macarrão de “Haninos”...
Dei um tapinha nas costas do tal safado com a “garrucha” em punho e indaguei-lhe:
- Sr. bucéfalo, não é só pelo valor intrínseco dos bípedes palmíferes e sim
pelo ato vil e sorrateiro de galgares as profanas da residência de meu lisonjeado amigo. Se
fazes isso por necessidade, até transijo; mas se é para zombares de minha digna
prosopopéia de cidadão fiel e honrado dar-te-ei uma corsa com este cacete
fosfórico no alto de tua sinagoga que reduzir-te-á à quinquagésima potência
que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, disse:
- Ô Doutor, ah.. eu levo ou deixo os patos?
Rs....
Paulo Fernando Soubihe Sawaya |